O que o brasileiro espera da Copa?

Em 2026, as expectativas dos brasileiros para a Copa do Mundo estão divididas entre críticas ao desempenho da seleção e entusiasmo com a experiência do evento, segundo a análise de mais de 1.000 conversas nas redes sociais.

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Expectativas para a Copa do Mundo de 2026 se dividem entre críticas ao futebol e otimismo com a festa


Introdução

Analisamos conversas on-line sobre as expectativas dos brasileiros com os dias de Copa. Ela está dividida, com 44% do público cético em relação ao desempenho esportivo da seleção, e 38% empolgado com os dias do evento e com os planos que já começam a ser traçados. Abaixo trazemos as principais descobertas por trás destes grupos:

Principais descobertas

A empolgação com a Copa vem principalmente do evento, enquanto as críticas estão no futebol: enquanto 30% dos comentários negativos estão concentrados em futebol, puxados por críticas à convocação (38%) e nomes como Neymar (30% de futebol), 27% dos comentários positivos estão nos planos pro evento, liderados por empolgação (31%) e pela percepção da Copa como experiência (18%), mostrando que o entusiasmo está mais no viver a Copa do que no desempenho da seleção;

Mesmo com críticas ao futebol, a crença no hexa prevalece: as críticas ao futebol não debatem diretamente até onde a seleção brasileira chegará na Copa, mas sim a convocação e ao futebol apresentado nas últimas datas FIFA. Na parcela do público que discute especificamente a expectativa para a vitória (11%), os dados revelam um público otimista, com 52% acreditando no hexa e 48% descrente com o título;

Quem ainda não tem opinião sobre a Copa debate sobre uma seleção ideal (11%) e relembra Copas anteriores (7%): o maior volume das conversas neutras está no debate sobre futebol (33%), mostrando um torcedor analítico e focado no presente da seleção. Ainda assim, a nostalgia aparece como segundo eixo relevante (22%), com destaque para as “saudades do clima das edições anteriores” (68% da categoria), indicando que, quando não está debatendo o time, o brasileiro recorre à memória afetiva para se manter conectado à Copa;

✦ A conversa sobre a Copa se organiza em quatro perfis claros de comportamento:
o torcedor comentarista (38%) domina o debate com análises e críticas à seleção; o fã da festa (26%) vive a Copa como experiência, puxando emoção, consumo e rituais; o torcedor de ocasião (20%) acompanha o evento pelo contexto social e entra na conversa conforme o momento; e o desinteressado (16%) se mantém à margem, com baixa conexão. Juntos, esses perfis mostram que a Copa é vivida entre quem discute o futebol e quem transforma o evento em experiência.


Gráfico 1: Principais sentimentos sobre a Copa 2026
(passe o mouse e clique para interagir)


Sobre a metodologia

O estudo foi feito com base na classificação e análise de uma amostra de 1.024 conversas públicas na rede social X (antigo Twitter), Instagram e Tiktok entre 1 de janeiro e 31 de março de 2026. A amostra foi construída de forma aleatória, com 95% de nível de confiança e 3% de erro amostral sobre a população total de conversas de brasileiros que manifestaram expectativas para a Copa do Mundo FIFA 2026. A classificação seguiu a metodologia proprietária da Orbit de identificação de padrões e insights nas conversas.

A expectativa vira plano e os brasileiros começam a organizar os dias de Copa nas redes

Quando falamos sobre os dias de Copa (32% de todas as conversas), 70% é sobre emoções, enquanto 30% foca em planos concretos para o evento. Dentro destes, a principal conversa gira em torno da indefinição (“ainda estou decidindo onde assistir”), indicando oportunidade para bares e Fan Fests. Entre os planos definidos, destacam-se churrascos e a limitação de não ser feriado.

A definição da companhia para os dias de Copa aparece em 6% dos planos, sendo as principais companhias amigos, familiares e parceiros (atuais ou futuros, uma vez que muitos usuários prometem encontrar um par até os dias de jogos).

Também surgem sinais de ritual e antecipação do evento: preparação de decorações, contagem regressiva e tradições. Por fim, os jogos extrapolam para a cultura digital, com interesse em comentar e acompanhar o que acontece durante os jogos e até assistir o torneio por meio de conteúdos criados por namoradas de jogadores, como pela influenciadora Virginia.

Gráfico 2: Emoções e planejamento
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Nostalgia aparece em 9% dos comentários, representando uma oportunidade para as marcas entrarem na conversa


Para os nostálgicos, a Copa vai além do futebol: é sobre momentos coletivos, mistura de fases da vida e sensação de pertencimento. Surgem lembranças de ruas cheias, comemorações espontâneas e de um período percebido como mais leve e compartilhado. Esse movimento é sustentado pelo fato de que 68% da nostalgia está ligada a edições anteriores, mostrando que não se trata apenas de memória, mas de um sentimento ainda vivo.

Nesse contexto, marcas que resgatam esse clima por meio de símbolos, tradições e experiências coletivas têm mais chances de se inserir na conversa e reconstruir vínculos emocionais. Isso se conecta ao fato de que 10% das conversas nostálgicas apontam que o resgate da cultura de Copa “depende de nós”, indicando que o público está disposto a reconstruir esse clima junto.

Mais que uma aposta esportiva, a fé no hexa é fortemente vinculada aos comentários nostálgicos, o que parece ser um voto de esperança pela volta de dias melhores, até por quem era novo demais quando eles aconteceram, mas cresceu cercado dessas referências.

Entretanto, nem toda memória é positiva. 8% carregam lembranças negativas ligadas ao 7x1. Este episódio funciona como um ponto de ruptura na relação com a seleção, afetando a confiança até hoje.


Gráfico 3: Sentimentos ligados à nostalgia
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Entre prioridades e debates, 4 tipos de brasileiros dominam a conversa sobre a Copa nas redes

Grafo: Os 4 tipos de torcedores na Copa
(clique para abrir e interagir)


No conjunto, o grafo revela: quem fala de futebol define o tom, mas quem vive a Copa no dia a dia é quem realmente espalha o assunto. Enquanto isso, há um grupo que não se engaja na conversa. Isso se traduz em quatro perfis principais:

Torcedor Comentarista (38% do total): é quem puxa o debate. Está concentrado nas discussões sobre convocação, jogadores e desempenho. Critica, opina e influencia a percepção geral sobre a seleção. Aqui é onde a maior parte das apostas de resultado é feita (38%);

Como interagir:
dê munição! Enquetes, previsões e conteúdos com opinião clara que estimulem a discussão.

Fã da Festa (26% do total): vive a Copa como experiência. Se empolga com tradições, looks, planos de encontros nos dias de jogo, memes e o clima coletivo. É o perfil mais ligado à emoção e à nostalgia (82% dos nostálgicos), e também o mais aberto a consumo voltado à Copa (75%). Aqui a taça é colocada em segundo plano e os debates sobre futebol quase não acontecem;

Como interagir:
foque na experiência! produtos e conteúdos que ajudem a curtir e compartilhar o momento.

Torcedor de Ocasião (20% do total): não entra tanto no debate técnico, mas participa quando a Copa acontece. Assim como o fã da festa, também fala sobre onde vai assistir, com quem e como vai se organizar. Está conectado ao momento e acompanha o clima;

Como interagir:
simplifique! Guias rápidos, soluções práticas e decisões fáceis pra quem quer participar mas caiu de paraquedas.

Desinteressado/Crítico do Evento (16% do total): fica fora da dinâmica principal. Aparece em falas de desânimo, crítica ou até rejeição. Tem pouca conexão com os outros grupos e menor influência na conversa.

Como interagir:
tenha cuidado redobrado para entrar nas conversas, elas já estão bem tensionadas.

Gráfico 4: As 4 personas torcedoras da Copa
(passe o mouse e clique para interagir)

Dessa forma, percebe-se que o torcedor comentarista pauta a conversa, mas quem transforma a Copa em comportamento (e oportunidade real de conexão) são os torcedores de ocasião e fãs da festa.

Considerações finais

O futebol concentra a crítica, com a desconfiança na seleção representando praticamente um terço das conversas e mostrando um torcedor mais atento, que analisa, questiona e já não sustenta a mesma confiança de outros momentos.

Ainda assim, isso não diminui o envolvimento com o evento. A Copa segue viva porque se apoia em outras camadas. Ela aparece para outro terço do público como encontro, plano e experiência coletiva que começa antes do jogo e se constrói no cotidiano.

Ao mesmo tempo, a memória tem um papel importante para outra parcela do público. Quando o presente não empolga, o passado sustenta o vínculo. As lembranças de outras edições ajudam a manter a conexão com o evento e reforçam o que ele representa além do futebol.

No fim, o principal movimento é um deslocamento: a seleção deixou de ser o único centro da experiência e a Copa continua relevante porque ultrapassa o jogo, se mantendo como um dos poucos momentos capazes de mobilizar o Brasil como um todo.

Ficha técnica

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Redes Sociais:
X (antigo Twitter), Instagram e TikTok.
Período:
01/01/26 a 31/03/26.
Nível de Confiança:
95%.

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